<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206</id><updated>2012-02-17T18:08:59.597-08:00</updated><category term='individualismo'/><category term='Epistemologia anarquista'/><category term='Manifesto do Anarco-virtualismo'/><category term='eleger é preciso'/><category term='Software Livre'/><category term='Por uma metodologia anarquista'/><category term='Crítica anarquista'/><category term='Internalismo ou externalismo na lingua'/><title type='text'>Anarquismo agora</title><subtitle type='html'>É porque não sou cristão nem socialista, que não espero o paraíso ou a revolução que nunca chega. É por não estar preso a nada, que transito. E enquanto a democracia a todos mastiga, é por amor a mim que eu sou livre: em outras palavras um velho anarquista.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-846521550269301088</id><published>2012-02-06T15:09:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T15:09:03.713-08:00</updated><title type='text'>Eu acho que maconheiro tem é que se foder mesmo!</title><content type='html'>Eu acho que maconheiro tem é que se foder mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho sim, e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles ficam se drogando, se matando e afundando junto consigo seus amigos e familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Financiam o narcotráfico, as armas, a violência e a moral. Destroem a juventude, o senso crítico e político. E por aí vai..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maconheiro tem que se foder mesmo! De verde e amarelo. Do filhinho de papai ao marginalzinho da favela. Mas aqui nesse país, as leis são muito moles. O povo é muito fraco, conformado. Mas se eu pudesse, ah se eu pudesse mudar as leis.. ahh aí a coisa ia ser diferente, ia. A coisa ia pegá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois tem gente que nasce ruim, não tem jeito. É genético, é destino, gênio ruim. Você pega dois irmãos da mesma idade, cria do mesmo jeito... um sai bom, trabalhador, vai na igreja, tem namorada, o outro é criado igualzinho, sai torto, num quer estudar, não quer trabalhar, num fica em casa. Então deixa. Quer se envenenar?, deixem eles se envenenarem, deixem que morram aos poucos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que eu falo, não devia proibir. Deixem eles fumar o veneno deles. Mas não vai financiar o tráfico não! Vai ter que plantar sua erva do diabo. Quer fumar? Então o vagabundo vai plantar na casa dele, vai cuidar, vai botar água todo dia, vai podar e tudo mais. E se o infame quer vender, comerciar, vai ter que pagar imposto igual de cigarro! Quer comprar veneno, compra! A gente bota umas imagens enormes de gente esquizofrênica, com câncer de pulmão, com preguiça aguda bem no maço de cigarro de maconha. O cara vai ter que pagar imposto do produto e esse imposto vai ter que ser investido na saúde e na educação, que são onde esse ato imoral mais prejudica nossa sociedade. E esse cigarros de maconha não vão ser vendidos em favelas, becos e lugares escuros não, vão ter que ser vendidos na padaria, no supermercado e em todo comércio ai do seu bairro... pra todo mundo saber quem é um maconheiro. Vão comprar na luz do dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque todo mundo deveria saber quem é maconheiro, quem é essa gentinha, esse tipinho que perambula por ai, nas sombras, escondidos com seus cigarrinhos, doidões, esperando nas sombras pra assaltar você. Maconheiro deveria ser terminantemente proibido, por força de LEI, a esconder seu vício. Deveria fumar na frente dos amigos, no quarto da sua casa, nas praias, nos quintais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença deles não poderia mais ficar oculta, nas favelas, faculdades e nas festinhas de "artistas". Eles teriam livre acesso às igrejas, às associações políticas e às instituições, sempre no meio da sociedade, onde seriam vigiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainal, pra quê prender essa escória? Pra ter que construir penitenciária, pagar funcionário e vestir e alimentar essa tralha? Fazer a mãe do coitado sentir desgoto? Todos ficariam livres e teriam que trabalhar para sustentarem seus vícios. Iam pagar imposto igual todo mundo, pagar taxa no banco, pagar pelas roupas e comidas, fazer compras, declarar imposto de renda... pegar no batente. Levar pra delegacia pra quê? Tem que deixar o filho da puta se matar mesmo com seu veneno. Polícia viu fumando na rua, em lugar impróprio? Encaminha o traste pra um lugar adequado de consumo e deixa ele lá queimando seus neurônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não ia ser farra não. Não, não, não! Maconheiro ia se foder bonito! Haveriam várias leis terríveis. As pessoas seriam proibidas de fumar antes dos 18 anos! Não poderia haver publicidade ou menção às drogas em horários de censura livre nas mídias. Seria proibido fumar a droga e dirigir, operar máquinas e tudo mais que exigisse agilidade ou coordenação motora. Crianças não apenas não poderiam fumar, como aprenderiam desde pequeninas, nas escolas, de forma científica e pedagógica, como o uso da maconha, do álcool, tabaco, café, gordura trans, açúcar, glutamato monossódico e aspartame, além dos medicamentos e produtos de limpeza.. enfim, seriam alertadas dos perigos dessas drogas que nossa sociedade gerou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também esses maconheiros não poderiam tomar remédios psicotrópicos e medicamentos para depressão, pois se já têm sua droga, então que se satisfaçam com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim, mas o mais importante, haveria uma lei moral, devida sua suma importância, não seria nem uma lei escrita! Como somos moralmente superiores, nenhuma pessoa BOA, deveria ter pena desses coitados! Eles deveriam ser abraçados e tratados como qualquer pessoa comum e BOA. E sabe porque? Porque nem mesmo nosso ódio, essas pessoas merecem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-846521550269301088?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/846521550269301088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2012/02/eu-acho-que-maconheiro-tem-e-que-se.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/846521550269301088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/846521550269301088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2012/02/eu-acho-que-maconheiro-tem-e-que-se.html' title='Eu acho que maconheiro tem é que se foder mesmo!'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-5495710615242421535</id><published>2012-02-03T17:53:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T17:57:13.152-08:00</updated><title type='text'>construa seu político</title><content type='html'>Na forma corrente parece que o termo DEMOCRACIA tem apontado para diversos tipos de discursos que, me parecem, podem ser divididos em dois grupos: I) aqueles que acreditam que o sentido de democracia vem da imposição da vontade da maioria sobre a minoria e II) aqueles que acreditam que a democracia deve possibilitar o convívio e o equilíbrio entre maiorias e minorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença de sentidos é grande pois uma mudança de conceito implica numa alteração de todo um sistema associado. Escolha é ação e interpretação é política. No primeiro conceito, entende-se que a vontade da maioria se identifica com a verdade, pois aponta o caminho. Em acordo com o segundo conceito, surgem formações discursivas que tendem a identificar "outros" e entendê-los como diferentes em partes e iguais em outras partes. Quando a vontade se impõe pelo número, numa democracia quantitativa, o heterodoxo ou dissonante, é silenciado pela votação. Numa democracia, diríamos qualitativa, a identidade de um discurso se define na oposição aos discursos diferentes. O dissonante não deve ser silenciado, pois ele define e dá autenticidade. Não existe um discurso do bom ou do certo, existem discursos que se definem pelas diferenças e disputam por encontrar acordos instáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível, com a diversidade e a globalização das relações humanas que uma pessoa defenda ou represente a vontade de todas as pessoas. Por mais claro que isso possa ser, ainda são esses discursos que os políticos veiculam nas grande mídias "Vote em mim por uma melhor&amp;nbsp; educação, saúde, emprego (e agora) crescimento sustentável". Essas palavras são vazias de significados se não são discutidas dentro de um sistema complexo de relações associadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes não sabemos nem se determinadas propostas ou ações são possíveis juridicamente, estaturiamente, constitucionalmente. E isso não é surpreendente pois não possuímos nenhum tipo de formação ou instrução sobre o funcionamento da máquina pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura digital, através de suas tecnologias, tem disseminado muita contra-informação e contra-cultura na web, alé, claro, de muita cultura de massa. Mas talvez não seja utópico acreditar que vivamos num momento onde as formas de comunicação estão menos centralizadas, permitindo assim a dispersão de discursos mais marginais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece, no entanto, que esses discursos ainda são difusos e se perdem no clichê da impraticidade, não pela falta de objetivo, mas pela falta de tática que se manifesta em revoltas momentâneas que se dissipam nas ocupações cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questões como o repúdio à projetos de lei como o S.O.P.A e a Lei Azeredo demonstram que existem determinadas formações discursivas que podem ser mais características dos personagens que atuam na cultura digital. Se essa cultura digital existe com carcterísticas peculiares, quais são seus termos e conceitos comuns/semelhantes? E se existem padrões, exigências e desejos comuns, não são elas dignas de serem representadas nas esferas políticas? Algumas pessoas acreditam que é possível deixar a política de lado ou "não se meter nessa sujeira", no entanto, quando você puder ser preso por fazer download de uma música protegida por copyright, essa decisão terá sido tomada por políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ese ano é um ano político, e estou curioso pra saber como se darão todas as questões eleitorais com o crescimento da cultura digital. Talvez seja uma hora de não pensarmos em nomes, em jingles ou em artistas contratados, talvez seja uma oportunidade pra discutirmos o que queremos e como isso pode acontecer sem impedir o querer de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;É momento de construirmos e direcionarmos nossos representantes de forma coletiva, colaborativa e auto-crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-5495710615242421535?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/5495710615242421535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2012/02/construa-seu-politico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/5495710615242421535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/5495710615242421535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2012/02/construa-seu-politico.html' title='construa seu político'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-3700575130329690857</id><published>2011-12-15T21:13:00.000-08:00</published><updated>2011-12-15T21:13:51.219-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleger é preciso'/><title type='text'>Política 2.0</title><content type='html'>&lt;br /&gt;O conceito já não é novo, hoje em dia tudo é 2.0.O conceito surgiu das taxionomias digitais, muito melhor entendida pelos usuários de Software Livre. Um programa deve apresentar uma forma de identificação que o localize na hierarquia temporal de suas atualizações. 0.1, 0.2, 0.3... e as versões betas seguiam até obterem uma estabilidade, uma versão 1.0. Dai seguem novas atualizações, ampliações e principalmente correções, e segue o 1.1, 1.2, 1.3... às vezes chegando a números bizarros como "versão 1.14.3". Quando o programa recebe uma grande atualização, que muda radicalmente seu funcionamento, aparência ou conceito, e se possível tudo ao mesmo tempo, surge convencionou-se chamar de 2.0 e posteriormente 3.0 e por ai vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente toda grande mudança tem requisitado o termo 2.0. Algumas pessoas começaram a utilizar também o termo internet 2.0 para se referir ao novo mode de operação, em conjunto com as novas tecnologias, da internet, que incluem maior interação entre usuários e serviços, interoperabilidade, participação no processo de criação, estruturas em rede e outras linhas gerais, mas sempre descontínuas e dispersas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei ainda se já utilizaram o termo 2.0 para a política (provavelmente sim) mas acredito que se algo deve uma reformulação geral é a Política. Essa mudança não é apenas uma questão de partido, dos representantes escolhidos, das leis, enfim... acredito que uma mudança 2.0 exige radicalidade . Não vamos confundir com o velho radicalismo, que significa inversão de polos, mas mantém, no entanto, a polaridade e a dualidade gradual; vamos entender radicalidade como inovação dos paradigmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não significa uma nova verdade, um novo caminho, significa a necessidade de aberturas, fissuras. Significa também que não sei o que DEVE ser a política 2.0, pois não cabe a mim ou qualquer outra pessoa dizê-lo e nem é a opinião da maioria. Eu tenho algumas intuições, algumas sugestões e alguns desejos do que deve ser a Política 2.0, mas opiniões nunca são homogêneas, senão tornam-se verdades, ou melhor, Vontades de Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero ser vítima de minha própria armadilha, e dizer o que é a política 2.0 é isso, mas também não existe outra opção senão dizer algo. Um jogo de espelhos do qual só vejo uma saída: afirmar que a política 2.0 não pode ser algo específico, pois é a soma de todas as opiniões sobre esse conceito. Não é um conceito que se define de imediato, exceto pela sua indefinição, o que permite uma permamente construção de seu significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje os políticos geralmente têm sido eleitos por replicarem discursos de alguns poucos grupos, mas talvez hoje as pessoas todas devem construir o discurso que seus políticos devem replicar nas suas instâncias legislativas e executivas. Talvez esse seja um aspecto interessante para pensar uma nova política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-3700575130329690857?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/3700575130329690857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/12/politica-20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3700575130329690857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3700575130329690857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/12/politica-20.html' title='Política 2.0'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-3727101905918591452</id><published>2011-11-06T11:30:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T11:30:53.471-08:00</updated><title type='text'>Eleger é preciso</title><content type='html'>Não é só a Copa Mundial de Futebol que se aproxima, outro grande espetáculo está ainda mais próximo: as eleições municipais do poder executivo e legislativo. Minha concepção anarquista já não inclui mais o voto nulo desde as eleições anteriores. A ideia de que apenas a ação política institucionalizada, através do voto consciente ou politizado ou seja qual for o adjetivo, não mudará drasticamente a condição social de nosso planeta e país. Minha concepção, aliás, é inversa, por comungar com o anarquismo ao invés do socialismo, não acredito que é a classe politizada e intelectualizada que tomará o poder e distribuirá a igualdade entre as pessoas, acredito que é a mudança do povo, das pessoas comuns, que obriga os políticos a refletirem parte dessas mundanças e institucionalizá-las, e ainda, com resistência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que é da vida cotidiana das pessoas ordinárias que provêm as mudanças, enquanto daqueles que possuem mais poder, opera-se com maior tendência a conservação. O que muda em minha concepção é que, além da luta diária e necessária do cotidiano, a ocupação do espaço político também é válida. Isso deveu-se em grande parte aos três mandatos consecutivos do PT na gestão nacional e municipal, em São Carlos. Esse modelo de gestão, logicamente passível de críticas e erros, convenceu-me do fato que nem todo político e nem toda política é igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero ainda a política representativa uma enorme centralização de poder, e a limitação da participação decisória apenas ao voto eleitoral é um erro enorme. Isso foi, no entanto, o que me surpreendeu na gestão petista, com a criação e fomento dos diversos Conselhos Municipais e Conferências em diversos niveis que possibilitam a participação da sociedade civil na tomada das decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, nada disso é perfeito e maravilhoso, mas por isso devemos preferir a antiga forma de fazer política ainda mais centralizadora? Todos os políticos são exatamente iguais ou isso é apenas a generalização por falta de uma pesquisa mais aprofundada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitemos que a internet está ai pra facilitar as relações, e fortaleçamos todos a nossa participação política a qualquer tempo e em qualquer situação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-3727101905918591452?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/3727101905918591452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/11/eleger-e-preciso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3727101905918591452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3727101905918591452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/11/eleger-e-preciso.html' title='Eleger é preciso'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-6092474813143762313</id><published>2011-10-04T11:19:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T11:20:33.631-07:00</updated><title type='text'>determinismo e punição</title><content type='html'>Uma importante questão posta pela A.D., por herança do filósofo Michel Pêcheux, é a negação do livre arbítrio. Idéia que também aparece na obra de Nietzsche, onde este afirma que a filosofia do livre-arbítrio é uma forma de justificar a punição do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estabelecemos que toda pessoa é livre para escolher seus caminhos, imputamos as próprias pessoas o seu destino. Esse pensamento se refrata na obra de Sartre, o qual afirma que o homem é "obrigatoriamente livre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar a radicalização, na postura filosófica, de afirmar que todas as pessoas são iguais, que todas têm a mesma chance de alcançar a felicidade ou realização plena, geralmente coloca-se um meio termo na questão. O Homem é livre, mas as condições sociais e culturais também influenciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;É verdadeiro também que muitos pensadores usaram de idéias comumente chamadas de deterministas, em amplo espectro das ciências naturais e também humanas, para formularem formações discursivas que hoje tendem a ser incompatíveis e até mesmo esdrúxulas. Alguns exemplos aqui são o determinismo étnico ou genético que causaram grande segregação e conflitos humanos, como o Nazismo, a política Sionista atual em relação a Palestina ou o imperialismo euro-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema dessas perspectivas, no entanto, têm como um das causas o que Foucault, seguindo a linha nietzscheneana, chama de Vontade de Verdade. Trata-se de uma perspectiva que acredita conhecer as condições totais ou essenciais do determinismo, as leis que regem o universo, ainda que em determinados âmbitos como o pensamento, a lingua, o DNA, a natureza, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar a questão do determinismo, pode ser relativizado também pelo fato de que não podemos conhecer a verdade total sobre o que determina os comportamentos, os discursos. Podemos entender as relações não como certezas, mas probabilitades, regularidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O determinismo nos leva a aceitar melhor o outro, porque não é sua escolha ser diferente. Não que essa postura teórica signifique um ideal a ser alcançado, mas é uma nova perspectiva que pode trazer respostas a muitos dos problemas da atualidade. Essa ampla aceitação que o determinismo pode fomentar é vital para os novos rumos da democracia, para que essa seja cada vez mais libertária, múltipla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço da Cultura Digital parece, por assim dizer, gerar espaço mais democrático (ainda que se considere a exclusão no acesso, os diferentes níveis de tecnologia e formação) para que as divergências coexistam com menor atrito. Menor atrito exige, no entanto, mais descentralização de poder, relações mais iguais. É provavel ainda que essa igualdade nunca se atinja plenamento, porque os conceitos de igualdade se alteram de forma sistêmica mas também pautadas no acontecimento, no histórico. Ainda assim, é preciso nos direcionarmos nesse caminho, ao menos, aqueles que têm esperança que não seja metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-6092474813143762313?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/6092474813143762313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/10/determinismo-e-punicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/6092474813143762313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/6092474813143762313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/10/determinismo-e-punicao.html' title='determinismo e punição'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-6043190400793724002</id><published>2011-07-28T10:38:00.001-07:00</published><updated>2011-07-28T10:43:06.243-07:00</updated><title type='text'>artigo AD</title><content type='html'>Software livre, segundo a definição criada pela Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído com algumas restrições. A liberdade de tais diretrizes é central ao conceito, o qual se opõe ao conceito de software proprietário, mas não ao software que é vendido almejando lucro (software comercial). A maneira usual de distribuição de software livre é anexar a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do programa disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O SL se define pela oposição das tradicionais licenças proprietárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;código aberto x código fechado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Através de uma análise linguística da GNU/GPL, realizar uma análise interdiscursiva entre enunciados do SL e enunciados Anarquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O discurso do SL é mobilizado por uma IDEOLOGIA anticapitalista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Haroche e Pêcheux: “cada formação ideológica constitui assim um conjunto complexo de atitudes e representações que não são nem individuais nem universais, mas se relacionam mais ou menos diretamente a posições de classe em conflito umas em relação às outras (Haroche et al., 1971, p.102). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As FIs (…) comportam posições de classe. O que explica que se possa, a partir de FIs antagônicas, falar dos mesmos “objetos”, e deles falar “diferentemente” (idem, p. 84).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O discurso do SL é mobilizado por uma IDEOLOGIA anticapitalista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Haroche e Pêcheux: “cada formação ideológica constitui assim um conjunto complexo de atitudes e representações que não são nem individuais nem universais, mas se relacionam mais ou menos diretamente a posições de classe em conflito umas em relação às outras (Haroche et al., 1971, p.102). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As FIs (…) comportam posições de classe. O que explica que se possa, a partir de FIs antagônicas, falar dos mesmos “objetos”, e deles falar “diferentemente” (idem, p. 84).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As FDs do discurso do SL podem se definir dentro da luta de classes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso equivale dizer que as FIs comportam (…) uma ou várias FDs&amp;nbsp; interligadas que determinam o que pode e deve ser dito (…) a partir de uma dada posição em um conjuntura (…) inscrita em uma relação de classes. Diremos assim que toda FD diz respeito a condições de produção específicas e identificáveis” (PÊCHEUX &amp;amp; FUCHS,1975, p.11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A noção instável de Condições de Produção do Discurso (CP) exige uma redefinição do conceito de FD não-psicologizante, que à reordene à análise histórica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…) gostaríamos de nos distinguir da irresistivel atração que toda pesquisa, especialmente sobre a enunciação no discurso, parece ter por uma definição das CP em que domina a referência a uma situação psicossociológica da comunicação. O caráter heterogêneo e instável da noção de CP de um discurso faz dela, nessa perspectiva, o lugar onde se opera uma psicologização espontânea das determinações propriamente históricas do discurso (o estado das contradições de classe em uma conjuntura determinada, a existência de relações de lugar a partir das quais o discurso é considerado, no centro de um aparelho, o que remete a situações de classe) que ameaça continuamente a transformar essas determinações em simples circunstâncias em que interajam os “sujeitos do discurso”, o que equivale também a situar no “sujeito do discurso” a fonte de relações de que ele é apenas o portador ou efeito. Isso parece necessitar de uma redefinição da noção que a reordene à análise históricas das contradições ideológicas no conceito de FD [numa releitura de Foucault]&amp;nbsp; (COURTINE, J. Discurso&amp;nbsp; Comunista Endereçado aos Cristãos, 1981,p.102).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault propõe um estudo das regularidades que constituem uma FD, e não uma análise que busca associar FD e FI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise de um FD estudaria formas de repartição (…), descreveria sistemas de dispersão. Na possibilidade de descrever, entre um certo número de enunciados, um semelhante sistema de dispersão, ou de definir entre os objetos, tipos de enunciação, conceitos, escolhas temáticas, uma regularidade (uma ordem, correlações, posiões e funcionamentos, transformações), dir-se-á (…) que se trata de uma FD.&amp;nbsp; (FOUCAULT apud COURTINE, J. Discurso&amp;nbsp; Comunista Endereçado aos Cristãos, 1981,p.83).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição de uma FD como forma de repartição, ou ainda sistema de dispersão convida a estabelecer a contradição entre a unidade e a diversidade, entre a coerência e a heterogeneidade no interior das FDs, equivale a fazer de sua unidade dividida “a própria lei de sua existência”.&amp;nbsp; (COURTINE, J. Discurso&amp;nbsp; Comunista Endereçado aos Cristãos, 1981,p.83).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possíveis FDs relativas ao discurso do SL:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;SL é uma questão de cidadania (ético-filosófica) : “Quando os donos de software nos dizem que ajudar nossos vizinhos, de forma natural, é "pirataria", eles poluem nosso espírito cívico (STALLMAN, Richard, Por que Software Livre?)&lt;br /&gt;&amp;nbsp;SL é anti-natural (patológica/determinista): This is why Microsoft describes the licence as being "viral," "a cancer," and "unamerican"--it undermines the way they do business and keeps getting bigger.” (Steve Ballmer, CEO da Microsoft);&lt;br /&gt;SL é um modo de produção mais eficiente (econômica) : “Mas, de uma maneira mais geral, a principal diferença entre software fechado e software de código aberto está no fato de que a produção de código aberto é mais eficiente. (Eric Ballmer em entrevista ao Estado de São Paulo);&lt;br /&gt;SL é uma inovação tecnológica (sociológica/tecnológica): Os principais resultados indicam que, apesar de não se tratar de uma ruptura tecnológica, o modelo software livre/código aberto traz uma nova forma de desenvolver e licenciar software que está quebrando modelos tradicionais de propriedade intelectual, aprendizagem tecnológica, etc. (Impacto do Software Livre e de Código Aberto na Indústria de Software do Brasil, Miniséria da Ciência e Tecnologia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-6043190400793724002?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/6043190400793724002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/07/teste.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/6043190400793724002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/6043190400793724002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/07/teste.html' title='artigo AD'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-3279887535290497367</id><published>2011-05-19T07:25:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T07:45:35.703-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Software Livre'/><title type='text'>Restrição versus liberação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Se no âmbito da GPL/GNU ela se define em oposição as licenças tradicionais, ela se diferencia, segundo sua introdução, das "licenças de muitos softwares" pela garantia de liberdade de compartilhar e alterar softwares&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;pre&gt;Quando nos referimos a software livre, estamos nos referindo a&lt;br /&gt;liberdade e não a preço. Nossa Licença Pública Geral foi desenvolvida&lt;br /&gt;para garantir que você tenha a liberdade de distribuir cópias de&lt;br /&gt;software livre (e cobrar por isso, se quiser); que você receba o&lt;br /&gt;código-fonte ou tenha acesso a ele, se quiser; que você possa mudar o&lt;br /&gt;software ou utilizar partes dele em novos programas livres e&lt;br /&gt;gratuitos; e que você saiba que pode fazer tudo isso.&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&amp;nbsp;&lt;/pre&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;As licenças tradicionais, como de softwares mundialmente conhecidos: Microsoft Windows, Microsoft Office, Adobe Photoshop, etc; são licenças de uso (geralmente pagas, mas não necessariamente) que lhe impedem de ter acesso ao código-fonte de um programa. O princípio é, como nas leis de patente e de direitos autorais, garantir que a empresa/autor de determinado produto obtenha lucro por sua invenção. Como um software se constitui por linhas de código (em linguagem computacional) completamente reprodutível e alterável, faz-se uma codificação restritiva desse código-fonte, para garantir o domínio desse produto para seu detentor de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil um projeto de alteração da Lei dos Direitos Autorais está em etapa de aperfeiçoamento, que será finalizada em 15 de julho. Os novos paradigmas da indústria informacional têm gerado amplas discussões e debates no cenário mundial, movendo ações e novos posicionamentos dos governos e entidades reguladoras. Em alguns países já existem partidos políticos temáticos, que focam sua ação na questão do compartilhamento de conteúdos. O Partido Pirata já possui representação política eleita (inserir nota de rodapé com mais informações).&amp;nbsp; Vários processos jurídicos também têm se dado no âmbito da indústria informacional, gerando processos milionários e de repercussão mundial (como Napster e ThePirateBay).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe muitas perspectivas e particularidades sobre a questão dos softwares e direitos autorais. Quero me focar no entanto na questão da cessão ou restrição do código. Essa questão, no entanto, é totalmente relacionada a questão dos direitos autorais. O caso do software Napster, que permitia o compartilhamento de músicas protegidas sob leis de direitos autorais, em uma rede descentralizada P2P (inserir nota de rodapé com ano e mais informacoes) abriu caminho para o amplo uso das redes P2P. Dentro dos conceitos de economia clássica tradicional, tanto o software quanto uma obra artística são considerados bens intangíveis e não-rivais (seria necessário nota explicativa?). Embora sejam coisas distintas, uma obra literária e um software, ambos são "produções intelectuais" que podem ser amplamente multiplicados. No entanto, o código-fonte de um software, ou seja, sua estrutura significante pode ser codificada, deixando a mostra apenas sua finalidade significativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio ser importante considerarmos, assim, o software como uma produção cultural, simbólica, rompendo com a dicotomização técnica x conteúdo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-3279887535290497367?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/3279887535290497367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/05/restricao-versus-liberacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3279887535290497367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3279887535290497367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/05/restricao-versus-liberacao.html' title='Restrição versus liberação'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-3997717746888377098</id><published>2011-05-14T19:16:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T19:34:20.877-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Software Livre'/><title type='text'>Ponto de partida</title><content type='html'>&lt;br /&gt;A Licença Pública Geral GNU se define, de imediato, em sua introdução, por sua oposição as licenças proprietárias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;As licenças de muitos softwares são desenvolvidas para restringir sua&lt;br /&gt;liberdade de compartilhá-lo e mudá-lo. Contrária a isso, a Licença&lt;br /&gt;Pública Geral GNU pretende garantir sua liberdade de compartilhar e&lt;br /&gt;alterar software livres -- garantindo que o software será livre e&lt;br /&gt;gratuito para os seus usuários.&lt;/pre&gt;&lt;br /&gt;De imediato, vislumbramos uma contraposição, um duelo. Parece inevitável que veremos ai uma disputa de opostos. Disputas ideológicas, no entanto, costumam apresentar dicotomias, personagens, argumentos, discursos e suas evidências. Mas outras possibilidades também são possíveis, leituras, perspectivas, mirantes. Existe de fato uma oposição? O modelo Software Livre se opõe ao modelo tradicional de produção e venda de softwares? O que é esse modelo tradicional, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta inicial desse trabalho se formulava nos seguintes termos: é o Software-livre um modo de produção anti ou não-capitalista? Sendo sim, pode ser um discurso/práxis anarquista/libertário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que se aprofundaram meus estudos na/da perspectiva de Pechêux e Foucault, ao invés de ter respostas menos opacas, as próprias perguntas pareciam se tornar mais espessas, opacas, embaçadas por interpretações ideológicas e históricas. Em que medidas afinal podemos definir o Software Livre? Ou quem define o que é Software Livre, onde, para quem e com qual autorização/suporte? Os que são contrários e os partidários da causa, vêm um mesmo objeto? Onde estão e sob qual estatuto são permitidas as falas desses (não)partidários? Assim, pergunta mais exata seria, talvez: como se constrói a noção de Software Livre? Ou ainda: em que medida o SL se constitui e constitui aquilo que ele não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstendo-se da busca de um real verdadeiro, resta-nos indagar às instituições e aos arquivos que nossa sociedade mantém. Hoje, apresentada como uma licença jurídica, enunciado inscrito no campo do direito, parece elementar o início dessa reflexão partir de tal documento, a saber, a Licença Pública Geral GNU. No entanto, essa escolha é aleatória pois a história do Software Livre não se inicia com a instituição da GPL/GNU, nem com o início da criação do próprio sistema operacional GNU, liderado por Richard Stallman. Ainda que numa fase pré-Stallman, não houvesse ainda a existência do conceito "software livre", como está estabilizado hoje (nota de rodapé: Não é objetivo deste trabalho restituir a história do SL e seus meandros, para tal, pode ser consultada a vasta documentação da Free Software Foudantion /citar site/ ou ainda o trabalho acadêmico de Rafael Evangelista /citar nome do trabalho), sendo o foco da licença a "liberdade de compartilhar e alterar" uma produção cultural-tecnológica, como discutiremos melhor adiante, podemos encontrar vários outros interdiscursos que estejam dentro dessa mesma ordem discursiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituímos assim um ponto inicial arbitrário, sem buscar a origem única que se dicotomiza, preferindo pensar pontos de irrupção que se interliguem de forma rizomática, ou seja, pontos que não se estruturam em níveis lineares, mas se conectam ao todo de diferente formas ao longo da História. Somente assim, sem causalidade apenas lógica, podemos pensar as vontades de verdades envolvidas no debate do SL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua nessa tag)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-3997717746888377098?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/3997717746888377098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/05/ponto-de-partida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3997717746888377098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3997717746888377098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/05/ponto-de-partida.html' title='Ponto de partida'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-8051569172623853804</id><published>2011-04-14T20:32:00.000-07:00</published><updated>2011-04-14T20:33:18.025-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='individualismo'/><title type='text'>prazer noturno</title><content type='html'>Hoje em dia, que vislumbro uma carreira acadêmica, penso que é necessário estudar para conseguir algo, um bom histórico de notas, bolsas, graduações, salário, carro, casa própria... mas eu seria burro se tivesse esse como objetivo principal, pois teria escolhido um curso mais promissor. Mamãe mesmo sempre dizia que era pra estudar pra ser alguém na vida, pra conseguir bom emprego e tal. Mas eu sempre gostei de estudar pelo prazer do estudo, da leitura. Não há nada aqui de auto-exaltação, não há nada positivo, nenhum orgulho. Estudar não te deixa melhor, não salva o mundo, não lhe traz a verdade. Estudar é gastar tempo ouvindo. Estudar é gostar de ouvir, ter prazer em ouvir. Ler é ouvir com os olhos. Afinal temos cinco sentidos, mas apenas um, que é o pensar. Gosto de ouvir os outros. Não qualquer um, qualquer coisa... não é questão também de inteligência, de sapiência, é gostar de ouvir algo que desafia meu próprio ser, que com enorme força desloca minha forma de captar o mundo através desse meu único sentido, que sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu gosto de ser surpreendido. Durante grande parte de minha vida eu gostei de disputar, de debater, de querer vencer. Hoje eu só quero ganhar e isso é diferente de vencer. Quero ganhar sem que o outro perca. Não quero disputar. Quero me deitar ao Sol. Na grama. Gosto de ouvir o que os outros pensam sobre as coisas que não entendo. Gosto quando o homem tenta explicar o absurdo. O absurdo, a fronteira, o limite. Gosto quando o homem tentar explicar algo sem nenhuma certeza. Gosto de estar a esperita como o animal de Deleuze. O prazer de ser anarquista não está em ser livre, condição inexistente. O prazer de ser anarquista é poder expandir seus limites. E limites também retrocedem, recuam, recorrem, resvalam, recompôem-se. Gosto dos fimes e filósofos franceses. Gosto do cinema japonês e acho que preciso reler Kafka. O Processo, um dos livros mais fantástico e real que já li. Ele fala do absurdo. O real absurdo que nos confronta a todo momento. Colidir com o cotidiano, com o instante, inclui o absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto das direções. Não gosto da verdade, do fato, da evidência. Gosto das festas porque nunca se sabe como elas acabam. O trabalho é tedioso porque é exato. A religião é entediante porque é verdadeira. Deus é um saco. Nietszche disse: Deus está morto (e eu completaria: de tédio). Me cansam as pessoas que dão resposta pra tudo. Exceto quando essa resposta é uma pergunta. Gosto de poucas pessoas. Gosto muito de mim porque não preciso me explicar, preciso apenas sentir. É sozinho que vejo o animal que habita em mim. E ele está sempre à espreita, com os ouvidos atentos. Agora é noite e frio e eu tenho medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-8051569172623853804?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/8051569172623853804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/04/hoje-em-dia-que-vislumbro-uma-carreira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/8051569172623853804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/8051569172623853804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/04/hoje-em-dia-que-vislumbro-uma-carreira.html' title='prazer noturno'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-3532894560171094146</id><published>2011-04-07T07:47:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T07:47:47.445-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica anarquista'/><title type='text'>Crítica à Teoria Literária</title><content type='html'>Numa das minhas sempre interessantes conversas com o amigo Yuri Amato com direito a vinho, futebol e outros aditivos, a conversa enveredou-se para questões relativas a sua prova de Literatura. Eu estava discutindo a questão de filiação dos professores às teorias tal e tal, e ele alegou que seu professor, no entanto, apesar de ser admirador profundo de Antônio Cândido (da vertente marxista da Sociologia da Literatura) dava liberdade as interpretações dos alunos. Questionei isso alegando que ele dava uma base teórica precedente e notas altas ou baixas, o que demonstravam um adequamento baseado em certo e errado. A frase do Yuri que me ficou na cabeça, em resposta, foi: mas também, nem toda leitura é possível de se fazer de um texto. Essa frase, que eu tanto ouvi ao longo de minha graduação em Letras e na vida, ficou na minha cachola, recentemente e constantemente influenciada pelos estudos discursivos, especialmente por Pechêux e Foucault.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois pensei nessa pergunta e que uma resposta mais adequada a essa perspectiva foucaultiana (não a mais verdadeira) seria: acredito que não, qualquer leitura pode ser feita de um texto. A concepção de Foucault vai ao encontro de minha Formação Discursiva anarquista. Qualquer leitura pode ser feita, porque não existe verdade, leitura mais verdadeira independente de um sistema de valores. Alguns alegam essa verdade através de relações intradiscursivas, ou seja, analisando questões linguísticas, como: "esse termo significa isso", ou "esse termo confirma tal coisa". Outros ainda dão preferência as questões interdiscursivas: "essa frase remonta tal evento histórico" ou "esse verso faz referência a guerra X ou Y". Ai também existirão enunciados divididos, misturando ambas as coisas. Essas relações intra/interdiscursivas se formulam baseadas na lógica, na historicidade, num sistema epstemológico estruturalista, marxistas, fenomenológico, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar isso via Foucault é ler essa frase como um enunciado. O enunciado é algo que é enunciado por um sujeito. Mais do que entender o significado de tal enunciado, seu sentido só se faz quando pensamos QUEM enunciou tal coisa, e de que LUGAR ele enunciou e ainda, porque enunciou isso e dessa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentido não pode ser encontrado desconsiderando estas questões, sem cair numa leitura subjetivista. Ainda utilizando o conceito de Pechêux, mesmo incorrendo o risco de fazer uma mescla teórica, mas acho complementar o conceito de Formação Discursiva que "determinam o que pode e deve ser dito (...), a partir de uma dada posição em uma conjuntura" (Pêcheux &amp;amp; Fuchs, 1975 pá 11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso acredito que a questão não são as leituras permitidas pelo texto, mas que define isso. E quem define é o professor, com sua hierarquia, suas notas, e sua concepção de científico e de real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esse tenha sido o meu grande desapego com a teoria literária, pois ela é uma pretensa busca da verdade, da leitura correta, quando não passa, na verdade, de mecanismos de poder legitimando uns saberes em detrimento de outros. Ou seja, uma imposição muito bem justificada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-3532894560171094146?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/3532894560171094146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/04/critica-teoria-literaria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3532894560171094146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3532894560171094146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/04/critica-teoria-literaria.html' title='Crítica à Teoria Literária'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-7662127955374579696</id><published>2011-03-17T22:33:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T21:11:12.487-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia anarquista'/><title type='text'>o poder corrompe? e a abstenção?</title><content type='html'>O deputado Federal Marco Maia foi indagado no programa Roda Viva: o poder corrompe deputado? Essa pergunta me lembrou uma indagação que sempre fazem a um anarquista quando o veem participando de algo. Mas você participa de um Conselho? Mas você vota? Mas você atua na Academia? e por ai vai. Parece que se sedimentou em nossa memória, o fato de que os anarquistas não podem querer o poder, pois é necessário destruir o poder (ou Estado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault inclusive dizia que não era anarquista porque não acreditava na destruição do poder. Para ele o poder é imanente a qualquer relação humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado se saiu bem. Disse que o poder também é o que pssibilita fazer as alterações positivas na sociedade. Não quero aqui fazer uma defesa da centralização do poder, de forma alguma. Mas pensar o contrário, é pensar que o poder sempre corrompe e que devemos então todos vivermos submissos. Ser submisso sempre para não ser corrompido. E não seria a maior corrupção do espírito humano, ser submisso? Não é isso que mais nos corrompe, corrói? Não poder fazer e viver aquilo que desejamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder vai sempre existir. Um anarquista jamais poderá destrui-lo ou abster-se dele. O poder está em qualquer fala nossa: familiar, no trabalho, na opinião política, em tudo. O poder se estende em nossas redes sociais e é o que faz a própria vida existir. Acontece é que ele se acumula e o que um anarquista pode fazer é ajudar a descentralizar esses grandes nós de poder. Não existe mais cabeça, pessoa, classe.. não existe dualidade simplista, maneiquistas. Existe uma grande rede rizomática com acúmulos e faltas. É preciso participar, tomar. Tomar não para sí, mas pra outros também. Compartilhar poder. Mas o poder não surge do nada, precisa ser tomado. Pirataria, pegar, pilhar o que puder e dividir entre a tripulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anarquistas sempre ouvirão por ai desencorajamentos. Não se diga anarquista porque você faz X ou pensa Y. Pretendem, na verdade é isso, fazer os anarquistas crerem que não deve pretender ao poder, o que significa não pretender a ação, mudança. O que significa a inanição, o niilismo passivo, a morte. A morte da ideologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-7662127955374579696?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/7662127955374579696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/03/o-poder-corrompe-e-abstencao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/7662127955374579696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/7662127955374579696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/03/o-poder-corrompe-e-abstencao.html' title='o poder corrompe? e a abstenção?'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-299648269960016039</id><published>2011-02-25T08:29:00.000-08:00</published><updated>2011-02-28T08:55:48.635-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Software Livre'/><title type='text'>Software Livre: enunciados sobre liberdade</title><content type='html'>&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;Estar filiado a tradição da Análise de Discurso Francesa é negar a supremacia do referente na produção do significado, é desconfiar daquilo que é, perguntando-se sobre como, quando e quem determina a existência de algo. As palavras não representam as coisas. As palavras representam ideologias, e são as ideologias que interpretam e representam as coisas. Os célebres versos da poetisa Cecília Meireles, ao falar da Inconfidência Mineira, expressam: "Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta /                 que não há ninguém que explique e ninguém                  que não entenda". Mas não é apenas o sentido de liberdade que não pode ser explicado. O sentido de nenhuma palavra pode ser explicado sem que haja, entre palavra e coisa (referente), a ideologia intermediando através da opaca espessura da linguagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;Dizer que o Software Livre é a favor da liberdade de utilizar e compartilhar, como seu próprio nome sugere, é ainda não dizer nada. Os enunciados não significam nada, exceto quando são enunciados por alguém, ou seja, enunciação. Se a palavra liberdade, não associa-se a um referente ou reflexão empírica, associa-se no entanto a uma tradição, a outros já-ditos sobre liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;Definições sobre software e liberdade, assim como praticas de compartilhamento, propriedade coletiva e praticas de cooperação sempre existiram, não conseguiremos atingir o ato ou sujeito criador desses significados, mas acho interessante tomar como ponto de partida, a criação de uma licença, um instrumento do campo jurídico, que regula legalmente o que é um Software Livre e as práticas que o constituem. Essa referida Licença é a GNU/GPL, criada em 1989 e idealizada por Richard Matthew Stallman, no âmbito do projeto GNU da Free Software Foundation.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;Assim, já em seu preâmbulo, a licença utiliza-se do termo liberdade:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;pre style="color: #f3f3f3;"&gt;As licenças de muitos softwares são desenvolvidas para restringir&amp;nbsp;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="color: #f3f3f3;"&gt;sua liberdade de compartilhá-lo e mudá-lo. Contrária a isso, a&lt;/pre&gt;&lt;pre style="color: #f3f3f3;"&gt;Licença Pública Geral GNU pretende garantir sua liberdade de&amp;nbsp;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="color: #f3f3f3;"&gt;compartilhar e alterar softwares livres -- garantindo que o&amp;nbsp;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="color: #f3f3f3;"&gt;software será livre para os seus usuários.&lt;/pre&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3; text-align: right;"&gt;&lt;pre&gt;(GNU General Public License Versão 2, tradução não-oficial)&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #f3f3f3;"&gt;Precisamos nos aprofundar ainda mais no (não)significado da palavra liberdade. O termo que se ressignifica ao sabor das formações discursivas, tem constante presença em discursos fascitas, socialistas, comunistas, anarquistas, (neo)liberais, e quantas outras formações possam ser pensadas. Mais do que uma referência, o significado das palavras delimitam e definem objetos e espaços, cortes e tessituras, convergência e reflexão, apagamento e filiação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode afirmar nem mesmo a positividade do termo. A Liberdade se apresenta sempre, em ou por algum aspecto, delimitada. "A liberdade de um termina quando começa a de outra pessoa"; "direitos (liberdades) demandam deveres"; "anarquia é ausência de ordem"... esses enunciados tão comuns aos discursos políticos apontam para o jogo existente entre a liberdade e a obediência. A Liberdade, assim, constitui-se em cada formação discursiva através de um complexo e intrincado jogo de permissões e restrições. A Liberdade plena, constituída por um eterno Sim, não se constitui dentro dos discursos sérios, mesmo em formações discursivas mais radicais, como algumas vertentes anarquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, quando a licença GNU/GPL afirma que é contra a restrição da liberdade, e sim garantidora da liberdade de compartilhar e alterar, é preciso analisar esse enunciado em relação a outros enunciados, relacionado-os a outros enunciados próprios da comunidade software livre ou ainda enunciados políticos sobre Liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-299648269960016039?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/299648269960016039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/02/software-livre-enunciados-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/299648269960016039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/299648269960016039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/02/software-livre-enunciados-sobre.html' title='Software Livre: enunciados sobre liberdade'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-7856792080267515970</id><published>2011-02-06T10:39:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T10:39:01.977-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia anarquista'/><title type='text'>o consenso destrutivo</title><content type='html'>Ontem terminei a tarefa épica de assistir 1900, filme de Bernardo  Bertolucci de 1976. Seis horas de filme, de tensão social e política,  opressões e debates ideológicos magníficamente organizados através de  longos planos e uma direção de arte e fotografia incrível. Fiquei  satisfeito em ver que a visão do diretor sobre as ideologia socialista e  fascista consegue fugir do puro panfletarismo. Se na crítica literária  falamos de enredos panfletários, não se pode entender apenas a condução  pedagógica de um discurso, porque, afinal de contas, todo enunciado é  ideológico. Um discurso no entanto pode ser entendido como panfletário  quando sua perspectiva, ao se sintetizar, retira tudo que lhe é obscuro,  turvo, incoerente, discutível e controverso, e assim, transmite-se como  algo idealizado, higienizado, santificado através de estruturas  maniqueístas do herói, do bom, do martir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bertolucci ao  fugir do panfletarismo, faz o que entendo por poesia. Não poesia  subversiva ou revolucionária, pois toda poesia é afinal obrigatoriamente  revolucionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batalha socialismo, comunismo ou  anarquismo versus facismo ou nazismo, ou em outras palavras  descentralizadores versus centralizadores de poder, é um discurso tão  velho quanto a própria humanidade. Sempre fui um grande interessado  pelos discursos descentralizadores ao longo da história e conheço  inúmeros casos ao longo da história e recortados por questões culturais e  geográficas. Olhar para esses casos, pelo menos como nos são postos  pelos filmes, romances e livros de História, parece ser uma grande  loucura. A própria idéia da divisão da sociedade em classes  hierarquicamente divididas, onde poucos concentram ao custo do  sofrimento de muitos, parece irreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se mesmo as  tradições mais antigas, como o cristianismo, pregava a vinda de um mundo  onde todos seriam iguais e se hoje, todos concordamos que todos devem  viver bem, por que ao longo da história o discurso centralizador sempre  se manteve como dominante? Porque não detêm o capital ou os meios de  produção? Por que as Teses de Abril de Lenin não floresceram na velha  Rússia e não inundaram o coração de todos os russo e seus líderes? Será  que tudo se resume na dificuldade da tomada do poder? Tomar o poder no  entanto, por qualquer tipo de socialismo, nunca trouxe algum comunismo  que merecesse esse nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que existe algum tipo  de mistério muito claro nesse enigma. O contra-discurso do dizer que "o  ser humano é competitivo por natureza" é, no entanto, apenas mais uma  afirmação vaga. Afinal os discursos descentralizadores continuam em  nossa atual sociedade e se efetivam em várias práticas de ajuda e  cooperação com o próximo e, às vezes, vemos práticas mesmo de abnegação  em função do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse problema já tentou ser  resolvido de diversas formas, por diversas linhas e campos do  pensamento, seja ciência, filosofia ou religião. O que parece haver  nesses emaranhado de enunciados é que existe uma grande discussão que se  move entre dois extremos, seja a descentralidade x centralidade, seja a  igualdade x distinção ou tantas outras formulas que pode ter outros  significados, mas contêm no entanto a mesma função da velha fórmula bem x  mal. Os socialistas ao longo de toda sua tragetória, por exemplo, têm  aplicado a mesma máxima da religião. Os próprios anarquistas incorreram  nesse comportamento, embora suas premissas tenham possibilitado a  abertuar de um novo paradigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polarização Bem e Mal  (o velho maniqueísmo) simplifica diferentes tonalidades ou timbres, em  dois extremos. O preto e o branco embora tornem completamente visível o  jogo dos contrastes, excluem no entanto uma gama de cinzas dos mais  claros aos mais cinzas que pode ser infinita. Inserirmos diversas outras  cores poderia tornar essa representação muito mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso  implica que não existe apenas uma premissa, ou um grupo delas que se  distoam de outro grupo oposto, mas que cada perspectiva constitui-se de  um caleidoscópio formado por diversas cores. Ou seja, que um socialista  não é uma classificação ideológica fechada, mas parte da ideologia de  uma pessoa que é transversalmente recortada (ou seria melhor  rizomaticamente recortada?) através dos campos político, religioso,  econômico, físicos, geográfico, hereditário e, enfim, tudo mais que  pudermos inserir nessa sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio  anarquista do consenso torna-se assim, a chave para um novo paradigma  sobre estas questões. Se o consenso deve ser buscado, num  desentendimento entre duas pessoas ou mais, através não da retomada de  um código, de uma jurisprudência ou de uma ética; não através do  convencimento, da verdade, do justo; mas da CESSÃO mútua de território  discursivo, ou seja, da cessão de exigências em busca do afinamento, ai  não temos mais uma luta, mas uma harmonização. Assim, o anarquismo não  se torna um posicionamento, um discurso com significados definidos, mas  uma postura, uma conduta em busca de harmonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso  não tira o caráter destrutiva e caótico do anarquismo, mas ao  contrário. A imposição do ponto de vista apenas aumenta a quantidade de  pessoas convencidas, que passam para o mesmo lado do time, mas a idéia  continua velha. O anarquismo ao buscar a harmonia através da cessão de  princípios e poderes, gera sempre a cada embate um novo valor e  significado que novamente se resignificará em um novo embate. É uma  destruição renovadora e caótica porque não pode, em sua complexidade  toda, ser reduzida a um sistema, Disciplina, religião ou filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente  uma transformação radical neste paradigma maniqueísta das relações  humanas é que poderá nos levar para algum sucesso na luta pela igualde  e, ainda mais, para que essa seja superada finalmente e surjam daí,  novas utopias que jamais imaginamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-7856792080267515970?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/7856792080267515970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/02/o-consenso-destrutivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/7856792080267515970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/7856792080267515970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/02/o-consenso-destrutivo.html' title='o consenso destrutivo'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-4498024110101252644</id><published>2011-01-23T13:12:00.000-08:00</published><updated>2011-01-23T13:12:14.830-08:00</updated><title type='text'>Entre um baseado, um tereré e o fim do mundo</title><content type='html'>Sempre que alguém, especialmente no senso comun, faz uma referência as grandes questões da humanidade, da filosofia ou mesmo dos discursos místicos; mencionam-se três questionamentos que subentendem-se, são eternos: Quem somos, de onde viemos e para onde vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De questionamentos filosóficos sérios (no mesmo sentido de formações discursivas sérias, de Foucault, ou seja, aqueles ditos se propõe a serem verdadeiros, baseados em evidências) ao discurso comercial da auto-ajuda, ao discurso dos programas de humor ou ficção-científica do cinema e da televisão, enfim, por toda parte por onde andam essas três questões, elas se referem aos grandes questionamentos não resolvidos do ser humano e, ao mesmo tempo, os mais essenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, algumas áreas da produção de conhecimento, inclusive acadêmicas, tem ido muito além desses questionamentos, posicionante antes deles, ou ainda, retirando-lhes a essencialidade. Movimento muito comum das formações discursivas sérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As disciplinas têm se indagado sobre as categorias da linguagem que instituem essas frases/enunciados antes mesmo de sua formulação, ou ainda, o sujeitos que as dizem, antes de seu dizer, historicamente ou psicologicamente, ou ainda, ques estrutura que permitem que alguém diga, e em que sentido diga, essas questões/enunciados. Enfim, as possibilidades de recombinação desses discursos são infinitos, é importante porém que continuem de alguma forma, sendo iguais eram antes. Esse é um critério da ciência que lhe permite sempre continuar descobrindo-se em partes, sem no entanto se contrariar, se tornar outra coisa. Possuem regularidade (invocando novamente Foucault).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência, ou as formações discursivas sérias que estabelecem esse laço/rótulo de científico, têm se perscrutado tanto, que agora roem os alicerces de sua própria base. Mas pode um teto se manter sem suas paredes? Pode ainda se manter sem paredes e chão? Pode ainda se manter na sua condição de telhado, sem que haja telhado em sí? Existe em sí, afinal, independente de telhado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por mim, torço pelo contrário, com o Martelo de Nietzsche e a mira Feyeraband, torço e trabalho, para que tudo se desmorone e, mais uma vez, haja novidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-4498024110101252644?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/4498024110101252644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/01/entre-um-baseado-um-terere-e-o-fim-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/4498024110101252644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/4498024110101252644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/01/entre-um-baseado-um-terere-e-o-fim-do.html' title='Entre um baseado, um tereré e o fim do mundo'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-4397861256982484442</id><published>2011-01-03T19:36:00.000-08:00</published><updated>2011-01-03T19:36:14.835-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='individualismo'/><title type='text'>Incoerências</title><content type='html'>O que fode é a incoerência. Não é a divergência ou o embate, não é uma questão de forma verdadeira e forma errada. Não existe um sistema, uma estrutura verdadeira margeada pelo errado e pela ilusão, exitem estruturas distintas, sistemas de pensamento sem meio, começo, fim. Não importam os objetivos e concepções exceto para o próprio sistema. Cada visão de mundo é um mundo. Não importa que o rio seja sinuoso, fragmentado, improvável, profundo ou superficial. Não importa a forma, as fronteiras. Importa a coerência, que a água corra sobre o leito escavado do rio. Vá para onde for ou volte. Fora isso, não há erro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-4397861256982484442?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/4397861256982484442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/01/incoerencias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/4397861256982484442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/4397861256982484442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2011/01/incoerencias.html' title='Incoerências'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-4704232429751591041</id><published>2010-12-19T10:05:00.000-08:00</published><updated>2010-12-19T10:05:56.877-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia anarquista'/><title type='text'>historia nova</title><content type='html'>Inventamos na modernidade uma grande máquina conceitual para estabilizar e homogeneizar os discursos de nosso tempo. A racionalidade científica não apenas fez esse afunilamente de discursos, através de sua metodologia baseada na lógica, como criou, dividiu e reorganizou os campos dos saberes, em disciplinas científica lógico-racionais. Uma vertente dessa nova epistemologia é o historicismo desenvolvido também por Marx e seu materialismo dialético, fruto do Socialismo Científico (termo criado em oposição a tudo que se distinguia do científico da época, relegando opiniões contrárias à etiqueta de utópico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção dialética da história não apenas trouxe a "verdadeira" e única interpretação da história (passado), como, através da dedução lógica, previu-lhe o futuro. Consequência direta desse historicismo, vivemos numa época em que a sociedade e grande parte da academia acredita que, fazer uma análise histórica de qualquer coisa, implica trazer-lhe o sentido real e verdadeiro. É como se, conhecendo o princípio de algo, bastasse traçar um percusso histórico de encadeamentos lógicos, para chegar a compreensão verdadeira de algo. Ou ainda o inverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a ruptura saussureana (do CLG) ou o estruturalismo implica um exagero na verticalidade de sua análise sincrônica, o historicismo padece do mesmo mal na sua horizontalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pensadores da História Nova vêem as coisas de forma diferente. É como se o tempo também pudesse ser fatiado em sua horizontalidade e analisado em sentidos diversos, em séries, em paralelos, transversalidades, descontinuidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se inserirmos nesse elemento foucaultiano um elemento muito pulsante em Pechêux (Discurso: Estrutura ou Acontecimento) a História como uma disciplina de interpretação, então teremos um plano de fundo perfeito para trabalharmos com o Anarquismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-4704232429751591041?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/4704232429751591041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/12/historia-nova.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/4704232429751591041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/4704232429751591041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/12/historia-nova.html' title='historia nova'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-3936477156494626720</id><published>2010-08-20T23:55:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T23:55:48.182-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internalismo ou externalismo na lingua'/><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>A língua possui regras internas que se auto-regulam, se satisfazem ou a língua é ou se confunde com o externo, com o mundo, com o fora-de-nós, inseparáveis língua/história/sujeito? Não apenas a história da Linguística como ciência, estabelecida a partir de Saussure, como suas raízes na filosofia da linguagem estão transpassadas pela metáfora da dicotomia do interno e externo. Não apenas na questão da língua, mas da própria filosofia, da psicologia, religião, etc; enfim, a dicotomia do interno e externo permeia nossa cultura ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as aulas de XXXXX ministradas pela professora Kátia Menezes no ano de 2010 na UFSCar, percorremos a história da linguística através do itinerário traçado por Michel Pechêux em A Língua Intangível, aonde somaram-se principalmente as leituras de XXX e XXXXX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessas leituras surgiram questões como as propostas acimas. E a partir das reflexões individuais e coletivas em sala de aula surgiu esse trabalho, direcionado ainda por uma perspectiva discursiva e anarquista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-3936477156494626720?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/3936477156494626720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/08/apresentacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3936477156494626720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/3936477156494626720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/08/apresentacao.html' title='Apresentação'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-7213589666275990741</id><published>2010-08-05T07:59:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T07:59:08.027-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Por uma metodologia anarquista'/><title type='text'>Perspectiva metodológica</title><content type='html'>Este trabalho pretende através de conceitos e autores da Linguística e Análise do Discurso, tecer reflexões anarquistas sobre a Licença Pública Geral GNU que regula a maiorias dos softwares livres existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, me parece necessário esclarecer a perspectiva anarquista, geralmente interpelada como movimento político proletário, o anarquismo não obteve a mesma inserção no meio acadêmico, como o marxismo. É preciso também atenção, visto que por mais que o termo anarquismo esteja presente numa infinidade de teses de mestrado e doutorado, ele aparece como corpus, objeto de estudo; e não como metodologia de análise de um corpus específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta comum, aparentemente óbvia, é que o anarquismo por se tratar de um conjunto de idéias muito heterogêneo, assistêmico e subjetivo; é incompatível com a visão e metodologia da ciência. Mas qual visão de ciência?&lt;br /&gt;De fato o anarquismo é incompatível com a visão positiva de ciência que se pauta na busca objetiva por verdades universais através da purificação de métodos de observação infalíveis; onde uma teoria nova necessariamente deve estar de acordo com outras teorias já provadas; havendo assim, somente aperfeiçoamento e acúmulo do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anarquismo distancia-se desse ideal. O que não impede, que de outra perspectiva, possa-se fazer ciência, ou talvez seja melhor dizer, produzir conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção anárquica no meio acadêmico, no entanto, não é inédita. O austríaco Paul Karl Feyerabend (1924 — Genolier, 11 de fevereiro1994) foi um filósofo  da ciência. Seus principais trabalhos são &lt;i&gt;Against Method&lt;/i&gt; (1975), &lt;i&gt;Science  in a Free Society&lt;/i&gt; (1978) e &lt;i&gt;Farewell  to Reason&lt;/i&gt; (1987). Segundo o autor "&lt;br /&gt;A ciência é um empreendimento essencialmente anárquico: o anarquismo teorético é mais humanitário e mais suscetível de estimular o progresso do que suas alternativas representadas por ordem e lei" (Contra o Método pág. 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros nomes da ciência podem ser citados como Kropotkin, Élisée Reclus, Peter Lamborn Wilson, etc (e ainda outros nomes não autodenominados, mas considerados anarquistas, como Nietzsche, Foucault, etc).&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mas não vamos esgotar aqui estas questões, o intuito desta introdução é explicitar apenas a perspectiva metodológica deste trabalho que se pautará, não por buscar verdades, mas por levantar questionamentos e propor relações, não restringir de forma objetiva, mas expandir a reflexão sobre o Software Livre com mais uma interpretação pessoal.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-7213589666275990741?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/7213589666275990741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/08/perspectiva-metodologica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/7213589666275990741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/7213589666275990741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/08/perspectiva-metodologica.html' title='Perspectiva metodológica'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-7865235714756024741</id><published>2010-07-06T08:01:00.000-07:00</published><updated>2010-07-06T08:13:29.419-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Por uma metodologia anarquista'/><title type='text'>Por uma metodologia anarquista</title><content type='html'>Nos meses finais de 2008, quase por completar minha graduação, (re)descobri a Análise do Discurso através das inquietantes aulas do professor Roberto Baronas. De lá pra cá, procurei estudar o tema relacionando Anarquismo e Software Livre através de Foucault.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse caminho que pretendo registrar aqui e nos textos posteriores, é um caminho prazerosamente árduo, como sempre é, a obtenção de um conhecimento que revoluciona a nossa forma de ver o mundo, ou seja, resignifica nossos conceitos mais fundamentais e constituintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos que eu não via na ciência acadêmica algo de positivo. No entanto, a Análise do Discurso parece-me uma perspectiva que se abre&amp;nbsp; a multiplicidade, podendo chegar, em algumas perspectivas, a ser considerada libertária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, acredito que a AD merece atenção e estudo por se tratar de instrumento de pesquisa (metodologia) que não estabelece valores de verdade, abrindo espaço assim à interpretação e ao subjetivismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um discurso é dito por quem? Quando? E porque dito com tais palavras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas indagações não são novas na história da lingüística nem da filosofia, no entanto, para Foucault, a) não existe uma verdade, mas uma vontade de verdade (influência de Nietzsche) e b) não existe um sentido profundo ou uma verdade a ser descoberta (hermenêutica) tudo que pode ser dito, está posto no enunciado; c) para Pechêux a História não é um tipo de física galeliana (marxismo/materialismo histórico) mas uma ciência de interpretações e d) o que permite, valida ou significa um discurso, não é sua estrutura interna, sistêmica, mas as relações que o discurso estabelece com as diversas formações discursivas (ou seja, a materialidade da ideologia, mas não um conceito de ideologia fechado, mas de uma ideologia quimérica, heterogênea) e as relações de poder envolvendo os sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, por esses tópicos, é possível ver como a questão da subjetividade, via AD, se infiltra na dura objetividade lógica e cientificista que reinou durante muito tempo nos saberes dos últimos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós, anarquistas, devemos certamente, apoiar e incentivar toda possibilidade de leitura do mundo ou algum de seus aspectos, por uma visada que possibilite o diferente, a interpretação e a análise individual. O autoritarismo só pode se impor, quando se baseia em uma verdade, em algo universal para toda coletividade, o que legitima a adequação e submissão de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutar pela subjetividade, é lutar pela liberdade. Uma metodologia anarquista talvez possa revolucionar, assim, não só o conhecimento que produzimos, mas o seu ensino, financiamento e aplicação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-7865235714756024741?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/7865235714756024741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/07/por-uma-metodologia-anarquista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/7865235714756024741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/7865235714756024741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/07/por-uma-metodologia-anarquista.html' title='Por uma metodologia anarquista'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-5168689961350779189</id><published>2010-06-21T23:58:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T23:58:46.105-07:00</updated><title type='text'>Sobre a participação política</title><content type='html'>Acredito que muitas pessoas, inclusive anarquistas mais conservadores ou em outras palavras, anarquistas-marxistas; são totalmente contrários a participação dos libertários nos espaços de poderes formais. É como se o libertário pudesse ficar aquém de toda a estrutura vigente, num espaço moral a parte do tudo. Espaço moral porque não é físico, geográfico, político, causal. Nenhum anarquista consegue ser coerente por tempo demais em um discurso extremamente radical, ou seja, não consumir nenhum produto de alguma grande corporação ou não participar de nenhuma associação ou profissão que envolva uma estrutura de poder verticalizada e autoritária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumir que o anarquismo exige essa postura punk radical é assumir a própria morte do pensamento libertário. As outras pessoas, em quase a totatilidade dos casos, afirmam ser apenas simpatizantes do anarquismo, como uma espécie de agnóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas vêm problema em se assumir anarquistas exatamente por essa concepção romântica e marxista e mesmo religiosa, de assumir que o anarquista só pode ser o proletário herói e revolucionário, editor de jornais, perseguidos políticos, com a possível variante de serem também terroristas prestes a explodir e assassinar qualquer tirano. Ou a idealização mítica ou a visão pejorativa do idealista burro e incoerente ou do jovem displicente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anarquismo pode se tornar a sua negação a todo momento e, de fato, isso acontece constantemente. Isso acontece quando dentro da visão libertária surge um dogma qualquer que instaura um valor de verdade sobre qualquer coisa. É claro que estamos, a todo momento, valorando as coisas, pois desejamos tomar as melhores decisões, mas quando um valor de verdade se choca com o valor de outra pessoa, de formas distintas, e a partir do conflito a busca não é motivada pelo convencimento, mas pelo desejo do consenso; ai o anarquismo pode ser universalmente coerente, pois não se afirma como um conjunto de verdades sobre o que é certo ou errado, mas se configura como uma postura de escolhas que busca a harmonia nos conflitos e nas diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Nietzsche afirmava que o anarquismo era um erro pois mata-se um rei e logo outro vem ocupar o trono, é preciso mudar a moral; Foucault também afirma que os anarquistas estão errados porque pregam a ausência do poder, algo essencial e constituinte de todas as relações sociais/humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito na micro-física do poder de Foucault, mas acredito também que olhares anarquistas buscam tornar essa micro-física mais eficaz, como um sistema mais eficiente, sinergético, onde o poder se dissipe mais na rede das relações sociais, evitando acúmulos de poder. Isso só é alcançável com a autogestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a autogestão não se dará espontaneamente, de forma revolucionária, ampla, global, vista por todo olho, como Jesus nas nuvens com mil anjos. A autogestão se dá em casas, relações sentimentais e sexuais, relações com o meio ambiente, na sua relação com seus resíduos, gastos, acúmulos. Isso inclui todas as outras relações que travamos, ou seja, nossa relação política, não entendendo o termo na visão da Política Representativa, mas da Ação Direta. Nessas relações que temos com os outros, como já dito, não importa se alguém possui "mais" razão ou poder para se impor uma verdade, mas importa se ambos comungam do intuito de utilizar-se do poder para alcançar o consenso ideal. O consenso transgride e subverte a concepção de luta de classes dominadoras e dominadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, libertários ou não, precisamos consumir e trabalhar em conjunto com burgueses, patrões, sub-empregados, traficantes, conservadores, oficiais, policiais, religiosos, racistas, etc. Ou seja, pessoas que acham que sua escolha religiosa, filosófica ou ético-moral é correta e as divergentes são erradas, falsas, irracionais ou pecados. São amantes da guerra mental, querem sempre o conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conviver com o distinto não é fazer parte dele ou estar submetido a ele, é natural e inevitável, tanto para a existência humana, quanto a existência do consenso. Mas muitas dessas relações se travam com o conflito através da imposição da verdade pelo poder individual de algum poderoso ou pelo poder da maioria, e nesses espaços também precisamos tomar participação buscando ampliar qualquer ponto de resistência, qualquer iniciativa autogestionária, ou descentralizadora de qualquer parcela de poder/dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos incentivar e se possível fomentar toda iniciativa descentralizadora pois, citando o clássico Bakunin, somente a liberdade do outro pode ampliar minha liberdade ao máximo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-5168689961350779189?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/5168689961350779189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/06/sobre-participacao-politica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/5168689961350779189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/5168689961350779189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/06/sobre-participacao-politica.html' title='Sobre a participação política'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-8367844637057213809</id><published>2010-05-18T22:17:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T22:17:57.125-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia anarquista'/><title type='text'>Caos: a soma de todas as ordens</title><content type='html'>O estabelecimento dos discursos repressivos de origem se dão, na maioria das mitologias que conservamos a memória, da passagem do caos para a ordem. Assim como bem apresenta Hakin Bey* os deuses primeiros Caos grego. Tiamar babilônico, Amon-Ra egípcio, Hun Tun chinês, marcam não só o princípio de tudo, como suas derrocadas marcam o início das coisas "em nosso mundo, o Caos tem sido destituído por jovens deuses, moralistas, falocratas, padres-banqueiros, senhores adequados para escravos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura que tem sido feita desses mitos nos remetem à uma história da vitória da civilização sobre a selvageria, da separação do homem da natureza, da instituição da sociedade contra a "barbárie", do convencional (cultura) sobre o biológico, da razão sobre os sentidos, da mente sobre o corpo e diversas outras dualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente a questão da dualidade... Para nós, anarquistas ontológicos, o Caos não morre, não desaparece, não cessa. Se de uma substância se cria tudo, tudo ainda é essa substância: "O Caos nunca morreu (...) O caos é anterior a todos os princípios de ordem e entropia, não é nem um deus nem uma larva, seus desejos primais englobam e definem todas as coreografias possíveis, todos os éteres e flogísticos sem sentindo algum..."**. O Caos não se submete à Ordem. Qual ordem? Enunciada por quem? Propagada por qual livro? Encontrada por qual método? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta de classes, as guerras, as ordens religiosas, a microfísica do poder, as leis e suas transgressões, as disciplinas. Quantas ordens existem? Se fosse apenas uma, ela já teria certamente se instaurado. Caos de um lado e ordem do outro? Novamente as dualidades. Bem e mal? Qual a ordem verdadeira? A que "eu" enuncio? As ordens são infinitas. E o caos não é a ausência da ordem, mas a soma sincrônica de todas as ordens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caos é a soma de todas as ordens, inclusive das que se opõem, tentam se excluir. Entender o caos dessa forma, de uma forma anarquista, é aceitar que tudo tem o direito de existir e que todos estamos certos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*em Caos: Terrorismo Poético e Outros Crimes Exemplares, em seu panfleto  Mitos do Caos.&lt;br /&gt;**em Caos: Terrorismo Poético e Outros Crimes Exemplares, em seu panfleto  Caos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-8367844637057213809?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/8367844637057213809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/05/caos-soma-de-todas-as-ordens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/8367844637057213809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/8367844637057213809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/05/caos-soma-de-todas-as-ordens.html' title='Caos: a soma de todas as ordens'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-5114164682623429919</id><published>2010-04-28T08:55:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T18:58:05.370-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia anarquista'/><title type='text'>proposta de pontos</title><content type='html'>Proposta de Pontos de Desenvolvimento, em breve espaço de tempo, da Epistemologia Anarquista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Desenvolver a proposta de Hakim Bey de que o Caos não é a exclusão de toda a ordem, mas a soma de todas as ordens, inclusive as que se opoem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Baseado na premissa acima, analisar a conclusao de que nossa atual sociedade é em essencia anarquica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Resignificar a idéia de que o objeto do anarquismo seja a ausencia de Estado, ordem ou de poder, mas que o anarquismo seja um posição que siga sempre pela ausência do poder COMO controlador da vontade (busca pela liberdade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--A metodologia para encontrar seu objeto (liberdade) é o consenso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Para estabelecer o consenso, é preciso instaurar a autogestão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--A instauracao da autogestao e de qualquer mudança anárquica, se fará sempre do individuo para o coletivo, rompendo com a ideia da revolucao vindoura e instantanea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Os anarquista devem sempre apoiar iniciativas autogestionarias e os movimentos sociais, nao para tomar poder, mas dispersa-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--O anarquismo pode se opor a tudo, mas nao pode se impor a nada, exceto pela via do consenso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Anarquismo é vida. Vida é liberdade e a morte só pode ser seu oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Convencionar o conceito foucaultiano de "vontade de verdade" em oposição a "Verdade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Desenvolver a visão Rizomática de estruturas de Deleuze&amp;amp;Gatarri, em oposição aos dualismos, que sao de fundo sempre maniqueistas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Acatar a proposicao nietzscheniana "O livro arbítrio é a justificativa para punir aqueles que discordam de ti"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Desenvolver a visão de Pecheux da "História como uma ciência interpretativa";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Favorecer as interpretações subjetivistas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Opor-se ao logicismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-5114164682623429919?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/5114164682623429919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/04/proposta-de-pontos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/5114164682623429919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/5114164682623429919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/04/proposta-de-pontos.html' title='proposta de pontos'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-1148429727782400139</id><published>2010-02-17T19:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-17T19:00:58.074-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifesto do Anarco-virtualismo'/><title type='text'>I - Introdução: da necessidade/surgimento do Paradoxo do Virtal Imediato</title><content type='html'>Manifesto do Anarco-virtualismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - Introdução: da necessidade/surgimento do Paradoxo do Virtal Imediato &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora de exigirmos o território que é nosso por direito: o todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através das eras as religiões, filosofias, ou seja, as culturas em sí, justificaram suas formas de organizações sociais rizomáticas através das suas leis específicas de interdição, rejeição e vontade de verdade de seus discursos. E assim, através de ideologias materializadas em distintas formações discursivas, o homem não apenas justificou sua organização fragmento-multifacetada-caleidoscópica atual e possível à materialidade do presente, através das distintas e graduais relações de conflito e apoio entre os indivíduos e instituições, como fez ainda projeções abstratas de esquemas/modelos/estruturas através das utopias, como a vida pós-morte ou revolução social armada ou democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual organização de nossas relações, chamada de modo vulgar, simplista, super-homogeneizado, megalomaniacamente de "capitalismo", propiciou através do aprimoramento das ferramentas de armazenagem, manutenção e transferências de memória (informação), tamanho dinamismo entre a atual estrutura de organização social vigente e a estrutura projetada e objetivada através das utopias, que esses dois tempos da organização: o presente e o devir criou um amálgama (confusão), um espaço plasmático, fronteiriço, onde não há hiato ou abismo, mas uma gradação em profusão, múltiplas graduações sem limites claros, espaço entre possível e esperado, a rede mundia do virtual imediato, antigamente chamada de internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do paradoxo do virtual imediato é que pudemos, cada vez mais, diminuir a distância entre o presente e o devir, ou seja, alcançar nossos objetivos. E é somente por isso que, hoje, e cada vez mais, torna-se possível alcançarmos a liberdade individual sem a escravização do outro ser-humano, ou seja, sem a dominação e os privilégios para específicos setores rizomáticos (para não usar os desatualizados termos "classe e camadas"). Estamos quase entendendo que é preciso haver o diferente, o igual, o controverso e o irracional. Para haver harmonia é preciso haver ainda assim as diferenças (não se pode fazer um concerto com uma nota só, exceto se você for John Cage).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta pouco para nós/nos melhorarmos ainda mais. Não desistam irmãos do mundo todo! A luta continua! A luta continua?? Mudemos: a luta terminou, cooperemos na diferença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-1148429727782400139?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/1148429727782400139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/02/i-introducao-da-necessidadesurgimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/1148429727782400139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/1148429727782400139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/02/i-introducao-da-necessidadesurgimento.html' title='I - Introdução: da necessidade/surgimento do Paradoxo do Virtal Imediato'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-6467122141287450772</id><published>2010-02-07T18:07:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T18:07:29.880-08:00</updated><title type='text'>O Anarquismo allpolítico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Para Marcio Bustamante&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Caro colega do C.I.S.C.O, que bom que você gostou do texto. E melhor ainda é o fato de você ter deixado um questionamento. Afinal, o questionamento é quase sempre verdadeiro enquanto a certeza é sempre temporária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O ponto que você levantou, o hiato que existe entre o anarquismo clássico e o contemporâneo, ou ainda entre a anarquismo coletivo e o anarquismo individulista é, ao meu ver, o grande questionamento que precisamos, como anarquistas, resolver. E não digo resolver para escrever textos teóricos ou ganhar discussões com marxistas, rs! Mas para encararmos as contradições do nosso dia-a-dia mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Entendo o que parece que quando pensamos no anarquismo como estilo de vida ou auto-libertação, parece que nos esquecemos da miséria na África, da destruição da Amazônia pelo capitalismo ou as mortes causadas pela polícia no bairro de periferia aqui perto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Mas por outro lado, como podemos lutar pela liberdade dos oprimidos, quando somos moralmente, sexualmente e economicamente oprimidos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Entenda, não estou rechaçando nenhuma postura, mas acredito que mudar sua postura e suas relações com os outros (próximos) é também um ato político. Hoje estava assistindo "O grupo Baader-Meinhof" e estava pensando no que a idéia da luta de classes gera, mesmo quando é defendida pela esquerda. Mas você tem razão, precisamos pensar como movimento social organizado para sermos mais livres individualmente. Gosto quando Bakunim diz que a liberdade do outro amplia minha própria liberdade. É por isso que devemos querer a liberdade do outro também. Esse é o caminho que faço, do indivíduo para o coletivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O que penso é que os anarquistas precisam agora pensar o que é o anarquismo. Vejo muita gente defendendo que o anarquista tem que votar nulo ou não pode fazer parte de grupos/entidades, mas o mesmo assiste filmes de holywood, não recicla o lixo ou é preconceituoso. Pra mim, precisamos romper com essa noção de político como uma camada de abstração superior, aérea, separável, e deixá-la escorrer e fluir em nosso cotidiano. Tenho certeza que o pessoal do CISCO gasta um tempo escrevendo pro blogue enquanto poderia estar fazendo ""algo mais útil"". É essa dedicação por compartilhar o que se tem de melhor, respeitando a liberdade do outro, que define o anarquista, muito mais do que ele pichar muros, votar nulo ou ler Hakim Bey.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Meu caro, espero que você não pense que estou respondendo sua pergunta, apenas estou pensando sobre ela. A resposta a esse paradigma e outros demais do anarquismo, eu espero ir desvendando junto com vocês do CISCO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Forte abraço!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Saudações libertárias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-6467122141287450772?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/6467122141287450772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/02/o-anarquismo-allpolitico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/6467122141287450772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/6467122141287450772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2010/02/o-anarquismo-allpolitico.html' title='O Anarquismo allpolítico'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-8480538620097777029</id><published>2009-12-12T10:16:00.001-08:00</published><updated>2009-12-12T10:16:47.215-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia anarquista'/><title type='text'>Por uma epistemologia anarquista</title><content type='html'>Sempre foi clara a dominação téorica marxista dentro da academia brasileira. Nunca foi omitida a situação paradoxal de uma elite que se considera marxista na teoria e apenas nela. Acredito que durante muito tempo isso foi visto como, no máximo, uma pequena incoerência ou um problema de pequena importância. O que de fato é uma visão bem marxista estabelecer separações da realidade, instâncias, estruturas superiores e inferiores, teses e antíteses, enfim, tratar a realidade prática e a teórica como coisas separadas, como fórmulas simples de se apreender, desde que, você possua a bibliografia e linguagem necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é esse o foco, pois o marxismo já é um paradigma ultrapassado e em franca decadência. A discussão acadêmica atual é o pós-estruturalismo (no mínimo) e é ai que recai minha atenção. Embora eu seja um pesquisador iniciante neste campo, são vários os ecos de outros pesquisadores, filósofos, antropólogos etc, que notam no afastamento do pensamento marxista de 80, uma aproximação das novas teorias epistemológicas com o ideário anarquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não ser repetitivo, insiro aqui um trecho do livro de David Graeber, Fragmentos de uma Antropologia Anarquista, ainda não traduzido para o português: "&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="mw-headline"&gt;Por que existem tão poucos anarquistas na academia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma questão pertinente já que enquanto filosofia política, o anarquismo está realmente explodindo neste momento. Anarquistas ou movimentos inspirados pelo anarquismo estão crescendo em todos os lugares; os princípios tradicionais do anarquismo - autonomia, associação voluntária, auto-gestão, ajuda mútua, democracia direta - estão na base organizacional do movimento anti-globalização, agindo da mesma forma em movimentos radicais em todos os lugares. Revolucionários no México, Argentina, Índia e demais lugares, têm crescentemente abandonado até mesmo a possibilidade de falar em tomar o poder e começaram a formular ideais radicais distintos sobre qual seria o significado da revolução. A maioria, admitidamente ficam tímidos em empregar a palavra “anarquista” em suas práticas. Mas como Barbara Epstein recentemente colocou, o anarquismo de longe tomou o lugar do marxismo nos movimentos sociais dos anos 60 e todos aqueles que não se consideravam anarquistas perceberam que teriam que posicionar com relação ao anarquismo e foram atraídos por suas ideias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se há esse movimento de vinculação dos princípios anarquistas nos movimentos sociais e mesmo intelectuais, por parte dos libertários, há o movimento contrário, baseado geralmente em duas premissas: 1) a auto-intitulação e 2) a filiação histórica (clássica). Notem que o argumento histórico e uma questão metodológica do marxismo, e por isso esse argumento é típico dessa classe, questão que muda de aspecto sob a ótica do estruturalismo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas argumentações, no entanto, não são assim tão fatídicas. Primeiro que a auto-intitulação nunca foi pré-requisito para associações. Thoreau nunca se denominou anarquista, mas ninguém o exclui do hall anarquista após ler A Desobediência Civil e milhares de outros exemplos que poderia citar aqui, assim como Marx afirmou que não era marxista. O que afilia alguém a um movimento ou grupo são os outros teóricos. Inclusive, releituras por vezes deslocam um autor para outro local. Augusto dos Anjos, é um simbolista ou um pré-modernista? Isso depende do crítico literário que você usar como referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da afiliação histórica é outro embuste. Primeiro que todo olhar histórico é enviesado, segundo que, usando um termo Foucaultiano, as leituras históricas não trazem em si a verdade, mas sempre "um desejo de verdade".&amp;nbsp; Além do mais a epistemologia anarquista se atualiza através de suas práticas, e por não ser um corpo teórico estático, se revoluciona a todo momento. Quando se argumenta: mas Foucault não acreditava na destruição do poder ou Nietzsche não acreditava na eficácia dos ataques físicos aos símbolos de poder; são distinções sobre a argumentação clássica do anarquismo: o anarquista deve ser revolucionário, deve votar nulo, não deve se organizar, não deve eleger delegados, não deve participar de votações, etc. Essas atitudes consideradas intrinsecamente anarquistas não passam de uma visam tradicional de anarquismo, que foi cristalizada especialmente por marxistas. Exemplo prático: a célebre coleção Primeiros Passos, da Editora Brasiliense, porta de entrada para esta discussão para muitos jovens,&amp;nbsp; possui uma edição para cada "sistema político", incluindo um sobre anarquismo, mas seu autor é um acadêmico marxista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, anarquistas MUITAS vezes não se denominam anarquistas. Malatesta se denominava comunista libertário. Woodcock, na história do anarquismo, encontra raízes em movimento e grupos não denominados anarquistas. Godwin não se considerava anarquista (o termo ainda nem havia sido cunhado por Proudhon). Muitos se consideravam coletivistas, mutualistas, individualistas ou ainda no final do século XX, situacionistas, auto-gestionários ou simplesmente libertários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raros são os intelectuais assumidamente anarquistas, como Peter Lamborn Wilson "Hakim Bey" historiador, escritor e poeta; e Noam Chonsky, considerado o mais influente intelectual vivo em 2005 pela revista britânica &lt;a href="http://www.prospect-magazine.co.uk/"&gt;Prospect,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão novamente culmina no que se entende por anarquismo. Porque pessoas e intelectuais têm tanto medo em assumir para si este signo? Mais uma vez acredito que o problema está, não na má compreensão do termo, mas por uma compreensão anacrônica, desatualizada tanto por parte dos opositores quanto dos anarquistas. É por isso que pouco se vê o anarquismo em nossa sociedade "capitalista", mas basta uma mudança na perspectiva do olhar, para vermos atuantes e disseminados, as tonalidades deste conceito que se renova a todo instante, sem deixar de ser-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-8480538620097777029?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/8480538620097777029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/12/por-uma-epistemologia-anarquista.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/8480538620097777029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/8480538620097777029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/12/por-uma-epistemologia-anarquista.html' title='Por uma epistemologia anarquista'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-1546057215078972816</id><published>2009-11-25T15:25:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T15:25:02.388-08:00</updated><title type='text'>O anarquismo existe, acreditem!</title><content type='html'>Pra muita gente, discutir anarquismo é falar sobre ficção, literatura, baboseira ou pura viagem. Para a maioria das pessoas anarquismo é a ausência de poder, ou alguma outra redução simplista, e acredita-se que o anarquista viva na esperança de uma realidade inviável, que jamais chegará. O anarquista é um ingênuo, pois um estado efetivo de anarquia não existe (não vamos considerar as Zonas Autônomas de Tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, se anarquia não existe, existem no entanto anarquistas e anarquismo. Fato inevitável. Se existem pessoas com ideais parecidos, que assumem para si o mesmo conceito / definição, é porque existem na realidade presente, essas características e ideais que o anarquista gostaria de ver expandidos, seja fraternidade, coletividade, compartilhamento, individualidade, liberdade, etc. Nós só cremos que há liberdade plena, porque há no presente uma gama de situações que permitem "mais liberdade" ou "menos liberdade". A liberdade existe, não é uma invenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade total, como prevê o anarquismo clássico, de fato, não existe, é uma utopia. Acredita-se assim que o anarquista seria uma espécie de construtor idealista que passa a vida toda juntando material e dinheiro para construir seu paraíso, para descobrir mais tarde que gastou todo seu tempo numa tarefa impossível que não lhe dará nenhum resultado. Talvez muitos tenham pensado exatamente dessa forma especialmente os anarquistas marxistas (aqueles que também acreditaram na revolução, na dialética, no materialismo histórico). Mas alguns anarquistas, utilizam-se da utopia da liberdade total como conceito motivador. Anarquistas que desejam a liberdade total, mas descrente da questão revolucionária, satisfazem-se com migalhas de liberdade. Exatamente, pequenos pedaços de liberdade. Não desejamos mais a construção etérea de um paraíso, mas as ferramentas e materiais, que conquistamos diariamente, aos poucos, e são tão uteis para a construção de possibilidades. Possibilidades cada vez mais amplas de liberdade para o agora. Assim temos em um só movimento, o trabalho e nosso salário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-1546057215078972816?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/1546057215078972816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/11/o-anarquismo-existe-acreditem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/1546057215078972816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/1546057215078972816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/11/o-anarquismo-existe-acreditem.html' title='O anarquismo existe, acreditem!'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-4355820262084254397</id><published>2009-09-22T22:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T23:10:35.342-07:00</updated><title type='text'>A superioridade de Nietzsche e a superioridade nazista</title><content type='html'>Nietzsche foi e, por vezes ainda é, relacionado ao nazismo ou à bases ideológicas deste pensamento. É que associa-se o seu desejo de superação de si (do homem) para aquilo que está adiante, além do homem (o super-homem). Em Nietzsche realmente há uma vontade de ser grande, de poder/potência, de superação, de vitória. Mas isso não se trata de uma competição linear darwiana, onde o forte sobrepuja o fraco, onde a vitória é do que se mantém, em oposição ao que é aniquilado. Isso é como normalmente entendemos: o que vive e o que morre, o que vence e o que perde, o guerreiro vitorioso e o perdedor, deus vencendo o diabo. Ou seja, nosso parâmetro para a determinação de nossa superioridade é um referente externo, acima ou abaixo de nossa escala de valores individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a superioridade nietzscheniana é de si para si, ou de si para além-si, um estado virtual que está acima de nossa posição em nossa escala de valores individual. Ou seja, é uma projeção, um calculo partindo da situação atual recalculado no tempo-espaço. Ou seja, uma escada de 90 graus. E para isso, é preciso nessa subida totalmente vertical, não poder olhar ao lado, em busca de comparação com o outro. Afinal, as escalas de valores são individuais, totalmente subjetivas. Assim, o acima de si do outro, pode seguir uma direção diferente da nossa, sem que deixe de ser um acima de si. Afinal, nossa projeção de superação se baseia num calculo da dada realidade numa perspectiva específica e, sendo assim, cada pessoa tem sua base de calculo distinta uma das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É entendendo assim (na verdade existem diversos pontos que podem ser considerados, mas acho este um bom ponto de partida), que vejo uma enorme distância entre a superioridade de ideologias totalitarias e a superioridade de Nietzsche. Enquanto uma é discriminatória para com o outro, a outra é revigorante apenas para si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-4355820262084254397?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/4355820262084254397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/09/superioridade-de-nietzsche-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/4355820262084254397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/4355820262084254397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/09/superioridade-de-nietzsche-e.html' title='A superioridade de Nietzsche e a superioridade nazista'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-5572361833257348122</id><published>2009-09-17T07:27:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T07:59:21.040-07:00</updated><title type='text'>Correntes - os absurdos do cotidiano</title><content type='html'>É estranho pensar que uma corrente, vários elos de material resistente ligados linearmente, possa ser tanto um símbolo de força e cooperação, quanto de prisão, de impossibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse blogue está quase abandonado, mas cada vez que retorno, existe um comentário que me anima. Através do último, conheci o blogue do coletivo C.I.S.C.O, com temática semelhante a este. Lendo a descrição, descobri que, assim como minha experiência, os integrantes do blogue possuiam um grupo que se encontrava regularmente (um coletivo libertário) e por força maior, teve que se desintegrar "&lt;span style="font-family: georgia,serif; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;por motivos de força maior, leia-se: trabalho, necessidade de sobreviver e outros absurdos do cotidiano". &lt;/span&gt;Mas o que se desintegra, não desaparece, cada pedaço se espalha em busca de integrar-se em novos modelos orgânicos. A morte é necessária para a vida, instaurando entre o hiato, a ressureição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo. Entre o estudo para tentar o mestrado daqui um mês e o horário do almoço para correr para o trabalho, em meia hora "rabisco" este post. E voltando ao abandono do meu blogue, não é por falta de tempo ou amor à causa, mas por causa dos "absurdos do cotidiano". E é contra a ditadura do cotidiano, que o anarquistas comtemporâneo precisa lutar. Nada contra os mais inflamados, mas na minha lista de preocupações não consta mais salvar o mundo. Aliás, será que ele quer ser salvo? Quem é que pode me dar a resposta pelo mundo todo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se ele quer, não tenho forças para isso. O que faço é me render aos absurdos do cotidiano (quem pode resistir?), porém contra-atacando com amor pela vida. Amor pela minha vida, que consiste em sempre procurar as brechas e frestas do cotidiano, para lançar sobre ele poemas beats, planos de Copolla, instalações de GNU/Linux mundo a fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarmos acorrentados jamais nos matará. Poderemos sempre explorar nosso campo, tocar a terra, receber o orvalho, cantar hinos de amor ou guerra, escrever panfletos e pornografia, viajar sem o corpo e, no início de cada noite, roermos com dor e êxtase, os elos mais fracos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-5572361833257348122?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/5572361833257348122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/09/correntes-os-absurdos-do-cotidiano.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/5572361833257348122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/5572361833257348122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/09/correntes-os-absurdos-do-cotidiano.html' title='Correntes - os absurdos do cotidiano'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-7139325430865366133</id><published>2009-04-18T06:28:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T07:39:50.160-07:00</updated><title type='text'>O indivíduo e sua fome de liberdade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A questão é: como os indivíduos maximizam a liberdade sob as situações nos dias de hoje, no mundo real? Eu não estou perguntando como nós gostaríamos que o mundo fosse, nem naquilo em que nós estamos querendo transformar o mundo, mas o que podemos fazer aqui e agora"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hakim Bey, em entrevista para High Times Magazine&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos fazer aqui uma distinção grande entre o anarquismo clássico e o contemporâneo. Se temos uma linha coletivista, de grupos, que passa por Proudhon, Bakunin, Malatesta e outro clássicos, visto como um movimento político, existe uma vertente individualista, que perpassa por Max Stirner, Nietzsche e outros pensadores modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, e para muitos pessoas ainda, o anarquismo é visto e entendido como um movimento político, assim classificado geralmente por políticos e acadêmicos marxistas, que dentro das limitações de sua própria teoria e método, reduzem o termo anarquismo, como qualquer outro, à questões econômicas, através da Luta de Classes. Bem, essa história todos já vimos e ouvimos milhares de vezes, a frase de Marx em Teses Sobre Feuerbach "Os filósofos apenas interpretaram o mundo de várias maneiras, enquanto que o objetivo é mudá-lo", mostra que não só o mundo não mudou drásticamente, como o pensamento dos marxistas e neo-marxistas, que ainda acreditam que o mundo mudará com uma revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o anarco-individualismo, não sendo um movimento político que busca uma revolução, que necessita da força coletiva; pode ser visto como uma filosofia de vida, que se revoluciona a todo momento, por si só, onde a cooperação do outro potencializa, mas nunca impossibilita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hakim Bey usa a definição Anarquismo Ontológico, ou seja, o desejo de liberdade inerente do ser. Assim, todos temos o desejo de liberdade, embora alguns busquem a expansão da própria liberdade, através do cerseamento de outra. Todos fazem isso! Então qual seria a distinção entre o anarquista e o capitalista ou socialista? Acredito que o fator esteja justamente na forma de como se manifesta essa fome pela liberdade. Enquanto alguns almejam obter muito poder para poder realizar todos os seus desejos, outros vêm nesta atitude, uma outra forma de cadeia, já que obter poder, exige uma alta demanda de preocupações para se manter com o/no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, um anarquista, (acredito eu, que não sou porta-voz de nada, além de mim), acredita na sinergia, ou seja, que a cooperação de diversas partes, produz mais energia do que a soma independente dessas partes. Assim, no mundo de hoje, o anarquista percorre, tanteando e experimentando, situações e relações onde possa aumentar sua liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anarquista não precisa estudar os clássicos, a historicidade do movimento, seus ideais e metas, teses, nem nada disto, embora tudo isso seja muito enriquecedor. O anarquista precisa tão somente desejar expandir ao máximo sua liberdade, e crer que a melhor forma de fazê-lo é possibilitando a liberdade do outro, livrando-se assim do jugo do poder, e da possibilitado de ser degolado enquanto dorme, por outros famintos de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer que basta apenas isso para ser um anarquista? A resposta mais adequada seria: sim. Ler os clássicos, estudar a teoria? Mas delimitar o anarquismo, não é exatamente uma tentativa de apropriar-se do termo? E para que delimitar algo que desejamos que seja cada vez mais amplo, digerido, simples, comum a todos? Se não "abrimos mão" da Verdade, não será muito mais difícil abrir mão da propriedade privada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-7139325430865366133?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/7139325430865366133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/04/o-individuo-e-sua-fome-de-liberdade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/7139325430865366133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/7139325430865366133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/04/o-individuo-e-sua-fome-de-liberdade.html' title='O indivíduo e sua fome de liberdade'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-320081654130640206.post-1874808288650053476</id><published>2009-03-26T16:42:00.000-07:00</published><updated>2009-04-04T22:06:58.296-07:00</updated><title type='text'>Anti-definição de anarquismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas não serei verdadeiramente livre apenas porque quero sê-lo, pois liberdade é algo que não posso fazer, nem criar; posso apenas desejá-la..."&lt;br /&gt;Max Stirner, &lt;/span&gt;em "O Ego e o que a ele pertence&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Falar sobre anarquismo quase sempre se constitui num erro: sendo o anarquismo o objeto de estudo, a primeira coisa que nossa mente ocidental cientificista se apressa a fazer é delimitar e defi­nir esse objeto. Definir o anarquismo é o maior golpe que se pode desferir contra ele. E se é ine­vitável que muitos chegam ao anarquismo ouvindo ou lendo alguma definição, para depois estabele­cer uma simpatia ao termo, é preciso, assim que se encontre uma maturidade mínima, esquecer sua definição, como quem cospe no prato que comeu, ou como diria Witengstein, chegando ao topo, li­vrar-se da escada que lhe levou até ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Aliás, definir o anarquismo tem sido uma pratica muito eficiente contra seu desenvolvimen­to e, por isso, muito utilizada pelos seus inimigos. Sejam os intelectuais de esquerda ou de direita, todos consideram o anarquismo como um movimento político, quando este na verdade é algo muito maior e muito mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mas se a indefinição é condição existencial do anarquismo, este também é e sempre foi o cerne das críticas contra ele. Porém, se muitos dizem e ainda dirão que não se pode falar sobre algo tão incerto, que não possui uma definição concreta, verificada e comprovada; é preciso lembrar que nenhuma das ciências humanas e nem mesmo nas denominadas exatas, existe profundo consenso sobre seus objetos e métodos, surgindo daí diversas vertentes ou correntes. Sem contarmos ainda que, para uma maior sensação de homogeneidade ou consenso, a academia seleciona, de uma diversidade quase infinita de discursos, quais são os verdadeiros e válidos. Ou seja, se toda ciência estabelece seu cânone literário com seus autores e livros, não podemos esquecer daqueles tantos outros que são autores marginais ou ainda que se perderam nas areias do tempo, sem jamais deixar rastro na história. Isso sem considerarmos a situação atual da produção do saber acadêmico, onde alunos dão continuidade a sua iniciação científica da graduação em mestrados e doutorados, especializando-se cada vez mais em temas super-específicos, sem jamais conhecerem outras possibilidades teóricas. Isso sem contar, e é até ridículo levantar essa questão, que por mais próximo que seja o pensamento de um Saussure e de um Levi-Strauss, um aluno de letras jamais se interessará ou será motivado por seus professores a estudar um pouco de antropologia, ou ainda a ler um pouco de Freud ao pensar a Análise do Discurso, por ser aquela uma ciência de base para esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Assim, não há problema algum em termos em “anarquia” um conceito incerto e indefinido. Além do mais, como a física quântica já percebeu, assim como 0 e 8 são resultados concretos que podem ser entendidos e trabalhados, o aleatório também pode ser um resultado que se baste em sí, sem ser de fato coisa alguma, ou ainda ser ao mesmo duas coisas distintas ou ainda ser e não ser algo ao mesmo tempo. Esse ponto é crucial para entendermos o que Hakin Bey afirma sobre o caos: não uma impossibilidade de ordem ou uma mistura de ordens, mas uma multiplicidade de ordens distintas ocorrendo simultaneamente, mesmo aquelas que se anulam ou conflitam. Ou seja, o signo “caos” engloba em um único significado, todas as possibilidades. Embora todo esse pensamento pareça um silogismo, ou seja um pensamento vazio que tem sentido apenas dentro de seu enunciado, é a partir daí que podemos entender o anarquismo como um conceito vigorante e eficaz, uma libertação de fato e agora, não em um mundo que virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Bem, isso quer dizer que não temos como afirmar se alguém de fato é anarquista ou não? De fato, essa é uma questão importante, que deve ser abordada mais a frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/320081654130640206-1874808288650053476?l=anarquismoagora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/feeds/1874808288650053476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/03/anarquismo-agora.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/1874808288650053476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/320081654130640206/posts/default/1874808288650053476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anarquismoagora.blogspot.com/2009/03/anarquismo-agora.html' title='Anti-definição de anarquismo'/><author><name>Cristian Cobra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18231553805813214295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ehRpTKOclUM/SSyvlRGESmI/AAAAAAAAADU/t6_ai67x_EE/S220/net4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
